8 de out de 2010

Caricatto de Marcílio Amorim



A caricatura acima fez parte da exposição Caricatto, do caricaturista mossoroense Tulio Ratto, realizado no último mês de agosto na Funcarte. Amei o resultado, ainda mais que fiquei bem magrinho e com pinta de rappar! O que acham?

O Tamanho do talento do Rebolation

Após o sucesso absoluto do post "O Tamanho do Talento de Jamie Foxx" (http://lc4.in/3F5y), vamos a uma versão brazuca do exibicionismo no mundo virtual. Dessa vez é um bilau rebolativo!
Muita gente até hoje se pergunta o motivo de tanto sucesso do "Rebolation" de Léo Santana, vocalista do grupo baiano Parangolé. Vazou na net uma foto da webcam do cantor com o que, ao que tudo indica, seja o principal instrumento do Léo Santana para manter o Rebolation nos trinques!
A foto é verdadeira ou não? De qualquer forma, dá pra sentir o "tamanho" do talento do rapaz.
Os bofes vão odiar! As rachas vão ovular! As beeshas vão endoidar!

Clique no título do post ou copie o endereço do bilau do Léo Santana: http://lc4.in/j9kz

7 de out de 2010

Proibido Estacionar


Por Marcílio Amorim

Certa noite fui com um amigo a uma festa. Estávamos na pista de dança e quando meu amigo saiu para comprar uma bebida, descobri que na minha frente existia uma vaga. Uma vaga que precisava ser preenchida. Não pelo meu amigo quando voltasse do bar, mas por um amor. Todos os solteiros têm uma vaga disponível na sua frente, ao seu lado... Como aquela da pista de dança da noitada.
Para facilitar as coisas na ocupação desta vaga, verifique se existe em você alguma placa de “Proibido Estacionar”; e se você não sabe por que eles vêm e vão com tanta facilidade, talvez você carregue alguma placa de “Carga e Descarga”, onde só é permitido estacionar por 15 minutos. As mulheres de “vida fácil” usam o esquema de estacionamento rotativo: - Quarenta reais a hora gostosão!
É muito importante definir o seu modelo de carro preferido para não estacionarem figuras indesejáveis. Tome muito cuidado também com flanelinhas e principalmente com fila dupla na sua vaga; a bigamia pode até ser uma aventura excitante, porém pode causar acidentes e você acaba ficando com fama de vaga fácil, fútil, qualquer um chega lá! Agora se você está insatisfeita com o atual ocupante da sua vaga, multe-o e chame o reboque.
Nesta mesma noite descobri outras coisas que ligam trânsito a relacionamento amoroso, vejam só: se você tem carteira de motorista, está pronto para conquistar alguém.
Parece estranha a comparação, mas se prestarmos atenção a um garanhão pronto para atacar sua vítima e por todos os estágios que ele passa até conseguir dar o bote, entenderemos o que vou explicar.
Lembrando que a tese em questão só é válida para pessoas que não se conhecem, não voga amor de carnaval, paquera antiga nem amigos que se beijam na boca.
Quando tiramos a carteira de motorista, passamos pelo exame de vista, psicoteste, prova de leis de trânsito e teste prático. A noite está apenas começando e você está na segunda dose, hora de começar, enquanto você ainda tem noção do que é melhor. É bom prevenir para não acordar novamente de ressaca, nua, num motel de quinta, às 10 da manhã, sem saber e nem ter coragem de olhar quem está embaixo do lençol ao lado. A segunda dose é ótima para começo de conversa, você está levemente alta e desinibida. Facilita o jogo!
O exame de vista na arte da conquista é seletivo, escolhendo quem será testado. O teste começa quando o escolhido também te escolhe, é mágico! Dê mais uma olhadinha para complementar o exame e aguarde uma aproximação, quando os dois encontrarem um motivo patético para trocarem as primeiras palavras (pode ser uma informação, pedir isqueiro, perguntar a hora... qualquer coisa!) inicie o psicoteste.
Nesta fase você vai avaliar se a figura é normal, se é estrábico, se tem todos os dentes, se fala errado, coça muito o saco ou cospe enquanto fala. Mantenha a pose: você também está sob teste!
Se valer a pena continuar, aprofunde o papo, observe por quais assuntos ele transita com facilidade. É hora de descobrir afinidades e as verdadeiras intenções dele. Descubra se ele respeita limites, avança sinais... É o teste de leis de trânsito. Não esqueça de manter a cara de instrutor insatisfeito para que ele se esforce, dê o melhor de si. Passadas todas as fases, se ele continuar tão atraente quanto na primeira olhada, só resta ceder aos prazeres da carne e partir para o último teste e o melhor de todos: o prático! Usando camisinha, que é uma espécie de cinto de segurança e observando se ele é realmente a pessoa certa para estacionar na sua vaga.
Um convite para almoçar aceito no decorrer da semana denunciará o êxito nos testes, podendo finalmente receber a habilitação que, de acordo com a nova lei de trânsito, valerá por um período experimental; na primeira batida, multa ou infração a carteira será caçada!!!
Mas, se a história for outra e as quatro da madrugada nenhum aspirante passou nos testes, espere a próxima noitada, volte pra casa com cara de cão-sem-dono até ser parado por uma blitz noturna, para provar que você passou nos testes... Eles não!

5 de out de 2010

Valéria Oliveira à moda da casa


Por Marcílio Amorim

Dia desses saí de casa correndo, com a ânsia de quem busca um sabor diferente para matar a fome. Naquela noite, com a minha boca a salivar, o prato principal era Valeria Oliveira. Embora tenha feito o show de abertura do Bourbon Street Festival, fazendo as honras da casa para a cantora Tricia 'Teedy' Boutté & The Blootleg Operation, Valéria Oliveira foi o banquete de uma noite de verdadeiros gourmets da música.

Vou explicar o “gourmets da música”: a receita da boa música não está distante do segredo de um bom prato. Tempero, sabor, regozijo, gosto, cor e o ponto certo, a música tem. Roteiros, improvisos, desafinos e experimentações a comida também tem!

Fazia tempo que eu não sentava e assistia a um show completo da cantora Valéria Oliveira. Não consigo precisar data, mas a última vez que assisti a um show de Valéria foi antes de minha partida para Porto Alegre-RS (2005), antes mesmo do surgimento do Projeto Retrovisor, do qual Valéria faz parte e que pude petiscar durante a última SPBC.

Sai de Natal deixando Valéria abraçada a um violão.

Mesmo com a amizade verdadeira que prezo por Valéria, eu sentia um leve incômodo com o “aprisionamento” da cantora ao seu violão em shows ao vivo. Por timidez e por questões que não cabem aqui, Valéria passava a maior parte do show a dedilhar o seu instrumento musical. Ganhávamos o apuro da violonista que Valéria é e perdíamos muito da performance da artista Valéria.

Nunca seria capaz de duvidar da capacidade de renovação de nossa cantora potiguar mais bem sucedida dentro e fora do Estado (do país). Ainda mais depois que recebi um email da minha também amiga Titina Medeiros, enquanto ainda morava no sul, que dizia: “Você precisa assistir ao novo show de Valéria. Ela está do jeito que você gosta e sempre sonhou. Ela começa o show dançando em uma sombra chinesa...”.

Não tive dúvidas que Valéria tinha se reinventado mais uma vez. Mas voltando aos dias de hoje...

Resolvi esperar um pouco e digerir aquele show, para que esse texto fosse uma reflexão sobre a atual fase de Valéria Oliveira ao invés de pontuar uma apresentação sua. Mas fica claro ao ver Miss Oliveira no palco, que a cantora transcende aquilo que conhecemos como música local. Que sua maturidade profissional se traduz em segurança e que não há nenhum resquício daquela crosta de mediocridade que fazem uma artista nascer e morrer fazendo cover em barzinho.

Outra coisa que ficou clara para o público foi a relação de harmonia na dobradinha com seus músicos, em especial com Jubileu Filho, velho parceiro de estrada! A descoberta da Valéria compositora também me faz feliz. Trocar letras e notas com gente como Simona Talma, Khystal, Romildo Soares e Luiz Gadelha fizeram um bem danado a Valéria, que hoje sabe mostrar o que sente. Mas a intérprete também estava lá, “Dê Um Role” ( Moraes Moreira e Galvão) e “Quando” (Roberto Carlos) foram os melhores exemplos disso! Saí do excelente espaço do Ocean Palace – ponto certeiro da produção e super mal explorado e frequentado por natalenses – querendo mais. Da entrada à sobremesa tinha sido Valéria e guloso como sou já estava querendo outro show. Outro momento sublime foi a participação no show da cantora americana, na canção All of me (Disse alguém). Valéria não deveu nada e ainda pediu troco!

Estão sentindo falta de algo? E a Tricia? A Tricia fez o que todo mundo esperava: belíssimo show, inspirado e suingado como uma legítima representante made in New Orleans. Mas foi aperitivo! Quem surpreendeu mesmo foi Valéria. Prato cheio!


Foto: Sueli de Sousa